quarta-feira, 4 de maio de 2016

O Patinho Feio

Em um cantinho bem protegido,a mamãe Pata resolveu escolher seu ninho próximo a um rio e um belo castelo. Ao longo do rio existia um lindo jardim florido.Ali a pata agora ajeitava seus ovos com todo carinho.Após longos dias de espera,as cascas  dos ovos rompidas começaram a romper e saltavam miúdos e fofinhos patinhos amarelos. Mas um dos ovos ainda não havia chocado,pois era um ovo grande, e a mamãe pata começou a ficar impaciente, dando umas bicadas no ovão e ele começou a se romper. Ao invés de surgir um lindo patinho amarelinho nasceu uma ave cinzenta e desajeitada. Para saber se era um patinho mesmo ela resolveu levar seus filhotes no rio e fez o esquisito nadar com os demais,mas ele deu belos mergulhos .Aliviada ela percebeu que era só um patinho muito, muito feio.Aí todos foram passear no jardim do castelo.E todos elogiaram a  pata pela nova família ,menos o horroroso e desajeitado das penas cinzentas!
 — É grande e sem graça! — falou o peru.
 — Tem um ar abobalhado — comentaram as galinhas.
Mas as coisas pioraram a cada dia para o pobrezinho patinho feio e todos começaram a persegui-lo. E mamãe pata toda chateada  não queria mais tê-lo em sua companhia.
E o pobre patinho crescia só,sofrendo desprezo.Levava bicada das galinhas toda hora, os perus o perseguiam com ar ameaçador e até a empregada, que diariamente levava comida aos bichos, só pensava em enxotá-lo.
Um dia, desesperado, o patinho feio resolveu fugir e foi para bem longe.
 Caminhou, caminhou e chegou perto de um grande brejo, onde viviam alguns marrecos e ninguém ligou para ele,porém não foi maltratado nem ridicularizado e ele ficou mais tranquilo. Infelizmente, a fase tranquila acabou logo e o brejo onde estava foi invadida por caçadores e vários marrequinhos morreram e quase que um tiro pega no pobre patinho e logo se escondeu no meio da mata e fugiu . Novamente caminhou, caminhou, procurando um lugar onde não sofresse e a tardezinha chegou a uma cabana. e entrou e foi parar num cantinho onde logo dormiu.
 Na cabana morava uma velha, em companhia de um gato, especialista em caçar ratos, e de uma galinha, que todos os dias botava o seu ovinho. Na manhã seguinte, quando a dona da cabana viu o patinho dormindo no canto, ficou toda contente.
 — Talvez seja uma patinha. Se for, cedo ou tarde botará ovos, e eu poderei preparar cremes, pudins e tortas, pois terei mais ovos. Estou com muita sorte! Mas o tempo passava, e nenhum ovo aparecia. A velha começou a perder a paciência. A galinha e o gato,começaram a ficar agressivos e briguentos.Então o patinho feio decidiu mais uma vez se aventurar pelo mundo.
 Caminhou, caminhou e achou um lugar tranqüilo perto de uma lagoa, onde parou.
 Enquanto durou a boa estação, o verão, as coisas não foram muito mal. O patinho passava boa parte do tempo dentro da água e lá mesmo encontrava alimento suficiente. Logo que veio o outono,caíram as folhas que formavam um grande tapete amarelo no chão.O céu se cobriu de nuvens ameaçadoras e o vento esfriava cada vez mais.
 Numa tarde sozinho, triste e esfomeado, o patinho feio viu surgir entre os arbustos um bando de grandes e lindas aves. Tinham as plumas branquinhas com grandes asas e longo pescoço, delicado e sinuoso: eram cisnes, emigrando na direção de regiões quentes e bateram as asas,levantaram vôo e o patinho todo encantado sentiu-se  sozinho e  uma grande tristeza.
Com lágrimas nos olhos lançou-se na lagoa e nadou sem parar.
 Não conseguia parar de pensar nos lindos e graciosos cisnes.
 Foi se sentindo mais feio, mais sozinho e mais infeliz do que nunca. Naquele ano, o inverno foi muito rigoroso e a água estava muita fria então ele tinha que nadar sem parar para não morrer congelado.No fim da tarde estava quase congelado num pedaço do lago.
 — Agora morrerei — pensou.
 — Assim, terá fim todo meu sofrimento.
No outro dia cedinho,um camponês que passava por aqueles lados viu o pobre patinho, já meio morto de frio. Quebrou o gelo com um pedaço de pau e levou-o para sua casa. Lá o patinho foi alimentado e aquecido, então suas forças foram voltando.e o filho do camponês se animou
 — Vamos fazê-lo voar!
 — Vamos escondê-lo em algum lugar!Apertavam e esfregaram o patinho,que acabou  se assustando e tentou fugir. Fuga atrapalhada! Caiu de cabeça num balde cheio de leite e, esperneando para sair, derrubou tudo. A mulher do camponês começou a gritar, e o pobre patinho se assustou ainda mais. Acabou se enfiando no balde da manteiga, engordurando-se até os olhos e, finalmente se enfiou num saco de farinha, levantando uma poeira sem fim.
 A cozinha parecia um campo de batalha. Fora de si, a mulher do camponês pegara a vassoura e procurava golpear o patinho. As crianças corriam atrás do coitadinho, divertindo-se muito. Meio cego pela farinha, molhado de leite e engordurado de manteiga, esbarrando aqui e ali, o pobrezinho por sorte conseguiu afinal encontrar a porta e fugir, escapando da curiosidade das crianças e da fúria da mulher.
Ora esvoaçando, ora se arrastando na neve, ele se afastou da casa do camponês e somente parou quando lhe faltaram as forças.
 Passado alguns meses e findando o inverno patinho morou  num lago,Era o início da  primavera e muitas aves começavam a voar .Teve vontade de voar também e abriu suas asas já grandes e robustas pairou no ar e deu um voo rasante e voou longamente até que avistou um imenso jardim repleto de flores e de árvores; do meio das árvores saíram três aves brancas.
O patinho reconheceu as lindas aves que já vira antes, e se sentiu invadir por uma emoção estranha, como se fosse um grande amor por elas
. — Vou me aproximar dessas belas e esplêndidas aves — murmurou.
 — Talvez me matem a bicadas, mas não importa se eu morrer agora.E com um leve toque das asas, abaixou-se até o pequeno lago e pousou tranquilamente na água.
 — Podem matar-me, se quiserem — disse, resignado, o infeliz.
 E abaixou a cabeça, aguardando a morte. Ao fazer isso, viu a própria imagem refletida na água, e seu coração entristecido deu um pulo. O que via não era a criatura desengonçada, cinzenta e sem graça.  Enxergava as penas brancas, as grandes asas e um pescoço longo e sinuoso. Ele era um cisne! Um cisne, como as aves que tanto admirava.
 — Seja bem-vindo! — disseram-lhe os três cisnes, curvando os pescoços, em sinal de saudação. Aquele que num tempo distante tinha sido um patinho feio, humilhado, desprezado e atormentado se sentia agora tão feliz que se perguntava se não era um sonho! Mas, não! Não estava sonhando. Nadava em companhia de outros, com o coração cheio de felicidade.
 Mais tarde, chegaram ao jardim três meninos, para dar comida aos cisnes. O menorzinho disse, surpreso:
— Olha!Tem um cisne novo!e é o mais bonto de todos! E correu para chamar os pais.
— É mesmo uma esplêndida criatura! — disseram os pais.
 E jogaram pedacinhos de biscoito e de bolo.
Diante de tantos elogios, o cisne escondeu a cabeça embaixo da asa de vergonha.E daquele dia em diante,nunca mais foi perseguido e viveu feliz para sempre.

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Cinderela

Era uma vez um comerciante viúvo e muito rico que vivia com uma bela jovem chamada Cinderela.
Pois a mãe de Cinderela faleceu quando ela era ainda muito criança e seu pai, preocupado com sua filha, decidiu casar-se novamente acreditando no melhor para ela.
A madrasta da Cinderela, também era viúva do seu primeiro casamento e tinha duas filhas muito feias e malvadas.  
Como o pai de Cinderela era muito ocupado viajava muito, a madrasta malvada e as suas novas irmãs não gostavam de Cinderela,e na ausência do pai, obrigavam a fazer todos os trabalhos domésticos, fazendo piadas dela sempre que podiam, e fingindo-se ser boas para ela quando seu pai estava em casa.
 Um dia  o pai de Cinderela morreu, e a madrasta malvada colocou Cinderela para dormir no sótão e a tirou seus lindos vestidos entregando a ela apenas vestidos velhos. Cinderela não tinha mais ninguém em seu pequeno quarto e seus amiguinhos da floresta alguns animaizinhos.
Em um belo dia foi anunciado naquele reino que o Rei iria dar uma festa em seu reino, para que o príncipe,um belo jovem,e filho do rei claro, pudesse escolher uma esposa entre todas as jovens da redondeza.
Temendo que Cinderela fosse escolhida pois ela era realmente muito bela, a madrasta proibiu Cinderela de ir ao baile, argumentando não ter roupas adequadas para a vestir, enquanto suas irmãs experimentavam vestidos luxuosos para a festa.
Cinderela como era muito esperta,resolveu fazer ela mesma seu próprio vestido, com ajuda dos seus amiguinhos da floresta. Ela ficou muito contente pois tinha conseguido fazer um lindo vestido.
Ao descobrir que Cinderela tinha um vestido novo, a madrasta e as suas filhas rasgaram o vestido em mil pedaços!
Muito triste, Cinderela se pôs a chorar trancada em seu quarto. Sentada à janela, lamentava-se:
- Como sou infeliz! Não tenho nem tecido nem tempo para fazer um novo vestido…
Nesse mesmo momento, apareceu a sua fada madrinha que lhe disse:
-Não chores mais Cinderela, pois com a minha varinha mágica transformarei esta abóbora num coche puxado por quatro lindos cavalos brancos e destes panos velhos farei o mais formoso dos vestidos!
E então, Cinderela apareceu vestida com um deslumbrante vestido azul e uns delicados sapatinhos de cristal; ao seu lado encontrava-se uma luxuosa carruagem dourada e um cocheiro muito bem vestido que gentilmente, lhe abria a porta.
Cinderela feliz da vida, entrou na carruagem, mas não sem antes ouvir as recomendações da fada madrinha:
- A meia-noite termina o encantamento por isso terás de voltar a casa antes da última badalada, pois tudo voltará a ser o que era.
A jovem menina acenou que sim à fada com a cabeça, e partiu em direção ao castelo.
Quando entrou no salão, Cinderela estava tão bela que a madrasta e as suas irmãs, apesar de acharem aquele rosto familiar, não conseguiram reconhecê-la.
O príncipe, que não tinha demonstrado até então qualquer interesse pelas meninas que se encontravam na festa, mal viu Cinderela, apaixonou-se perdidamente por ela.
Cinderela e o príncipe dançaram a noite inteira até que o relógio do castelo começou a tocar as doze badaladas. Cinderela ao ouvir o relógio, fugiu correndo pela escadaria que levava até aos jardins, mas no caminho, deixou ficar um dos seus sapatos de cristal.
O príncipe desolado, apanhou o sapato e, no dia seguinte ordenou aos criados do palácio que procurassem por todo o reino a dona daquele pequeno e delicado sapato de cristal.
Os criados foram percorrendo todas as casas e experimentando o sapato em cada uma das jovens. Quando chegaram a casa da Cinderela, a madrasta só chamou as suas duas filhas e ordenou ao criado que lhes colocasse o sapato. Por muito que se esforçassem o sapato não serviu a nenhuma das irmãs.
Cinderela surgiu na sala de repente e o criado  pediu para que ela então colocasse o delicado sapato. Este entrou sem dificuldade alguma. A madrasta e as suas duas filhas nem queriam acreditar!
Quando o príncipe soube do acontecido, se propôs a vir imediatamente a buscar Cinderela, montado em seu cavalo branco.Levou então sua amada para seu fabuloso castelo,e apresentou Cinderela ao rei e à rainha.Passado alguns dias,foi feito um maravilhoso casamento e uma linda festa, e viveram felizes para sempre.