quarta-feira, 4 de maio de 2016

O Patinho Feio

Em um cantinho bem protegido,a mamãe Pata resolveu escolher seu ninho próximo a um rio e um belo castelo. Ao longo do rio existia um lindo jardim florido.Ali a pata agora ajeitava seus ovos com todo carinho.Após longos dias de espera,as cascas  dos ovos rompidas começaram a romper e saltavam miúdos e fofinhos patinhos amarelos. Mas um dos ovos ainda não havia chocado,pois era um ovo grande, e a mamãe pata começou a ficar impaciente, dando umas bicadas no ovão e ele começou a se romper. Ao invés de surgir um lindo patinho amarelinho nasceu uma ave cinzenta e desajeitada. Para saber se era um patinho mesmo ela resolveu levar seus filhotes no rio e fez o esquisito nadar com os demais,mas ele deu belos mergulhos .Aliviada ela percebeu que era só um patinho muito, muito feio.Aí todos foram passear no jardim do castelo.E todos elogiaram a  pata pela nova família ,menos o horroroso e desajeitado das penas cinzentas!
 — É grande e sem graça! — falou o peru.
 — Tem um ar abobalhado — comentaram as galinhas.
Mas as coisas pioraram a cada dia para o pobrezinho patinho feio e todos começaram a persegui-lo. E mamãe pata toda chateada  não queria mais tê-lo em sua companhia.
E o pobre patinho crescia só,sofrendo desprezo.Levava bicada das galinhas toda hora, os perus o perseguiam com ar ameaçador e até a empregada, que diariamente levava comida aos bichos, só pensava em enxotá-lo.
Um dia, desesperado, o patinho feio resolveu fugir e foi para bem longe.
 Caminhou, caminhou e chegou perto de um grande brejo, onde viviam alguns marrecos e ninguém ligou para ele,porém não foi maltratado nem ridicularizado e ele ficou mais tranquilo. Infelizmente, a fase tranquila acabou logo e o brejo onde estava foi invadida por caçadores e vários marrequinhos morreram e quase que um tiro pega no pobre patinho e logo se escondeu no meio da mata e fugiu . Novamente caminhou, caminhou, procurando um lugar onde não sofresse e a tardezinha chegou a uma cabana. e entrou e foi parar num cantinho onde logo dormiu.
 Na cabana morava uma velha, em companhia de um gato, especialista em caçar ratos, e de uma galinha, que todos os dias botava o seu ovinho. Na manhã seguinte, quando a dona da cabana viu o patinho dormindo no canto, ficou toda contente.
 — Talvez seja uma patinha. Se for, cedo ou tarde botará ovos, e eu poderei preparar cremes, pudins e tortas, pois terei mais ovos. Estou com muita sorte! Mas o tempo passava, e nenhum ovo aparecia. A velha começou a perder a paciência. A galinha e o gato,começaram a ficar agressivos e briguentos.Então o patinho feio decidiu mais uma vez se aventurar pelo mundo.
 Caminhou, caminhou e achou um lugar tranqüilo perto de uma lagoa, onde parou.
 Enquanto durou a boa estação, o verão, as coisas não foram muito mal. O patinho passava boa parte do tempo dentro da água e lá mesmo encontrava alimento suficiente. Logo que veio o outono,caíram as folhas que formavam um grande tapete amarelo no chão.O céu se cobriu de nuvens ameaçadoras e o vento esfriava cada vez mais.
 Numa tarde sozinho, triste e esfomeado, o patinho feio viu surgir entre os arbustos um bando de grandes e lindas aves. Tinham as plumas branquinhas com grandes asas e longo pescoço, delicado e sinuoso: eram cisnes, emigrando na direção de regiões quentes e bateram as asas,levantaram vôo e o patinho todo encantado sentiu-se  sozinho e  uma grande tristeza.
Com lágrimas nos olhos lançou-se na lagoa e nadou sem parar.
 Não conseguia parar de pensar nos lindos e graciosos cisnes.
 Foi se sentindo mais feio, mais sozinho e mais infeliz do que nunca. Naquele ano, o inverno foi muito rigoroso e a água estava muita fria então ele tinha que nadar sem parar para não morrer congelado.No fim da tarde estava quase congelado num pedaço do lago.
 — Agora morrerei — pensou.
 — Assim, terá fim todo meu sofrimento.
No outro dia cedinho,um camponês que passava por aqueles lados viu o pobre patinho, já meio morto de frio. Quebrou o gelo com um pedaço de pau e levou-o para sua casa. Lá o patinho foi alimentado e aquecido, então suas forças foram voltando.e o filho do camponês se animou
 — Vamos fazê-lo voar!
 — Vamos escondê-lo em algum lugar!Apertavam e esfregaram o patinho,que acabou  se assustando e tentou fugir. Fuga atrapalhada! Caiu de cabeça num balde cheio de leite e, esperneando para sair, derrubou tudo. A mulher do camponês começou a gritar, e o pobre patinho se assustou ainda mais. Acabou se enfiando no balde da manteiga, engordurando-se até os olhos e, finalmente se enfiou num saco de farinha, levantando uma poeira sem fim.
 A cozinha parecia um campo de batalha. Fora de si, a mulher do camponês pegara a vassoura e procurava golpear o patinho. As crianças corriam atrás do coitadinho, divertindo-se muito. Meio cego pela farinha, molhado de leite e engordurado de manteiga, esbarrando aqui e ali, o pobrezinho por sorte conseguiu afinal encontrar a porta e fugir, escapando da curiosidade das crianças e da fúria da mulher.
Ora esvoaçando, ora se arrastando na neve, ele se afastou da casa do camponês e somente parou quando lhe faltaram as forças.
 Passado alguns meses e findando o inverno patinho morou  num lago,Era o início da  primavera e muitas aves começavam a voar .Teve vontade de voar também e abriu suas asas já grandes e robustas pairou no ar e deu um voo rasante e voou longamente até que avistou um imenso jardim repleto de flores e de árvores; do meio das árvores saíram três aves brancas.
O patinho reconheceu as lindas aves que já vira antes, e se sentiu invadir por uma emoção estranha, como se fosse um grande amor por elas
. — Vou me aproximar dessas belas e esplêndidas aves — murmurou.
 — Talvez me matem a bicadas, mas não importa se eu morrer agora.E com um leve toque das asas, abaixou-se até o pequeno lago e pousou tranquilamente na água.
 — Podem matar-me, se quiserem — disse, resignado, o infeliz.
 E abaixou a cabeça, aguardando a morte. Ao fazer isso, viu a própria imagem refletida na água, e seu coração entristecido deu um pulo. O que via não era a criatura desengonçada, cinzenta e sem graça.  Enxergava as penas brancas, as grandes asas e um pescoço longo e sinuoso. Ele era um cisne! Um cisne, como as aves que tanto admirava.
 — Seja bem-vindo! — disseram-lhe os três cisnes, curvando os pescoços, em sinal de saudação. Aquele que num tempo distante tinha sido um patinho feio, humilhado, desprezado e atormentado se sentia agora tão feliz que se perguntava se não era um sonho! Mas, não! Não estava sonhando. Nadava em companhia de outros, com o coração cheio de felicidade.
 Mais tarde, chegaram ao jardim três meninos, para dar comida aos cisnes. O menorzinho disse, surpreso:
— Olha!Tem um cisne novo!e é o mais bonto de todos! E correu para chamar os pais.
— É mesmo uma esplêndida criatura! — disseram os pais.
 E jogaram pedacinhos de biscoito e de bolo.
Diante de tantos elogios, o cisne escondeu a cabeça embaixo da asa de vergonha.E daquele dia em diante,nunca mais foi perseguido e viveu feliz para sempre.

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Cinderela

Era uma vez um comerciante viúvo e muito rico que vivia com uma bela jovem chamada Cinderela.
Pois a mãe de Cinderela faleceu quando ela era ainda muito criança e seu pai, preocupado com sua filha, decidiu casar-se novamente acreditando no melhor para ela.
A madrasta da Cinderela, também era viúva do seu primeiro casamento e tinha duas filhas muito feias e malvadas.  
Como o pai de Cinderela era muito ocupado viajava muito, a madrasta malvada e as suas novas irmãs não gostavam de Cinderela,e na ausência do pai, obrigavam a fazer todos os trabalhos domésticos, fazendo piadas dela sempre que podiam, e fingindo-se ser boas para ela quando seu pai estava em casa.
 Um dia  o pai de Cinderela morreu, e a madrasta malvada colocou Cinderela para dormir no sótão e a tirou seus lindos vestidos entregando a ela apenas vestidos velhos. Cinderela não tinha mais ninguém em seu pequeno quarto e seus amiguinhos da floresta alguns animaizinhos.
Em um belo dia foi anunciado naquele reino que o Rei iria dar uma festa em seu reino, para que o príncipe,um belo jovem,e filho do rei claro, pudesse escolher uma esposa entre todas as jovens da redondeza.
Temendo que Cinderela fosse escolhida pois ela era realmente muito bela, a madrasta proibiu Cinderela de ir ao baile, argumentando não ter roupas adequadas para a vestir, enquanto suas irmãs experimentavam vestidos luxuosos para a festa.
Cinderela como era muito esperta,resolveu fazer ela mesma seu próprio vestido, com ajuda dos seus amiguinhos da floresta. Ela ficou muito contente pois tinha conseguido fazer um lindo vestido.
Ao descobrir que Cinderela tinha um vestido novo, a madrasta e as suas filhas rasgaram o vestido em mil pedaços!
Muito triste, Cinderela se pôs a chorar trancada em seu quarto. Sentada à janela, lamentava-se:
- Como sou infeliz! Não tenho nem tecido nem tempo para fazer um novo vestido…
Nesse mesmo momento, apareceu a sua fada madrinha que lhe disse:
-Não chores mais Cinderela, pois com a minha varinha mágica transformarei esta abóbora num coche puxado por quatro lindos cavalos brancos e destes panos velhos farei o mais formoso dos vestidos!
E então, Cinderela apareceu vestida com um deslumbrante vestido azul e uns delicados sapatinhos de cristal; ao seu lado encontrava-se uma luxuosa carruagem dourada e um cocheiro muito bem vestido que gentilmente, lhe abria a porta.
Cinderela feliz da vida, entrou na carruagem, mas não sem antes ouvir as recomendações da fada madrinha:
- A meia-noite termina o encantamento por isso terás de voltar a casa antes da última badalada, pois tudo voltará a ser o que era.
A jovem menina acenou que sim à fada com a cabeça, e partiu em direção ao castelo.
Quando entrou no salão, Cinderela estava tão bela que a madrasta e as suas irmãs, apesar de acharem aquele rosto familiar, não conseguiram reconhecê-la.
O príncipe, que não tinha demonstrado até então qualquer interesse pelas meninas que se encontravam na festa, mal viu Cinderela, apaixonou-se perdidamente por ela.
Cinderela e o príncipe dançaram a noite inteira até que o relógio do castelo começou a tocar as doze badaladas. Cinderela ao ouvir o relógio, fugiu correndo pela escadaria que levava até aos jardins, mas no caminho, deixou ficar um dos seus sapatos de cristal.
O príncipe desolado, apanhou o sapato e, no dia seguinte ordenou aos criados do palácio que procurassem por todo o reino a dona daquele pequeno e delicado sapato de cristal.
Os criados foram percorrendo todas as casas e experimentando o sapato em cada uma das jovens. Quando chegaram a casa da Cinderela, a madrasta só chamou as suas duas filhas e ordenou ao criado que lhes colocasse o sapato. Por muito que se esforçassem o sapato não serviu a nenhuma das irmãs.
Cinderela surgiu na sala de repente e o criado  pediu para que ela então colocasse o delicado sapato. Este entrou sem dificuldade alguma. A madrasta e as suas duas filhas nem queriam acreditar!
Quando o príncipe soube do acontecido, se propôs a vir imediatamente a buscar Cinderela, montado em seu cavalo branco.Levou então sua amada para seu fabuloso castelo,e apresentou Cinderela ao rei e à rainha.Passado alguns dias,foi feito um maravilhoso casamento e uma linda festa, e viveram felizes para sempre.

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Marcelo Marmelo Martelo

Marcelo vivia fazendo perguntas a todo mundo:
-Mamãe, por que é que o mar não derrama?
- Vovó, por que é que o cachorro tem quatro pernas?
As pessoas grandes às vezes respondiam. Às vezes, não sabiam como responder.
-Ah, Marcelo, sei lá...
Uma vez, Marcelo cismou com o nome das coisas:
- Mamãe, por que é que eu me chamo Marcelo?
- Ora, Marcelo foi o nome que eu e seu pai escolhemos.
- E por que é que não escolheram martelo?
-Ah, meu filho, martelo não é nome de gente! É nome de ferramenta...
- Por que é que não escolheram marmelo?
-Porque marmelo é nome de fruta,menino!
- E a fruta não podia chamar Marcelo, e eu chamar marmelo?
No dia seguinte, lá vinha ele outra vez:
- Papai, por que é que mesa chama mesa?
- Ah, Marcelo, vem do latim
- Puxa, papai, do latim? E latim é língua de cachorro?
- Não, Marcelo, latim é uma língua muito antiga.
- E por que é que esse tal de latim não botou na mesa nome de cadeira, na cadeira nome de parede, e na parede nome de bacalhau?
-Ai, meu Deus, este menino me deixa louco!
Daí a alguns dias, Marcelo estava jogando futebol com o pai:
-Sabe, papai, eu acho que o tal de latim botou nome errado nas coisas. Por exemplo, por que é que bola chama bola?
- Não sei, Marcelo, acho que bola lembra uma coisa redonda, não lembra?
-Lembra, sim, mas ... e bolo?
- Bolo também é redondo, não é?
- Ah, essa não! Mamãe vive fazendo bolo quadrado...
O pai de Marcelo ficou atrapalhado.
E Marcelo continuou pensando:
“Pois é, esta tudo errado! Bola é bola, porque é redonda. Mas bolo nem sempre é redondo. E por que será que a bola não é a mulher do bolo? E bule? E belo? E Bala? Eu acho que as coisas deviam ter o nome mais apropriado. Cadeira, por exemplo. Devia chamar sentador, não cadeira, que não quer dizer nada. E travesseiro? Devia chamar cabeceiro, lógico! Também, agora, eu só vou falar assim”.
Logo de manhã, Marcelo começou a falar sua nova língua:
- Mamãe, quer me passar o mexedor?
- Mexedor? Que é isso?
- Mexedorzinho, de mexer café.
- Ah, colherinha, você quer dizer.
- Papai, me dá o suco de vaca?
- Que é isso menino?
- Suco de vaca, ora! Que está no suco-da-vaqueira.
- Isso é leite, Marcelo. Quem é que entende este menino?
O pai de Marcelo resolveu conversar com ele:
- Marcelo, todas as coisas têm um nome. E todo mundo tem que chamar pelo mesmo nome porque, senão, ninguém se entende...
- Não acho, papai. Por que é que eu não posso inventar o nome das coisas?- Deixe de bobagens, menino! Que coisa mais feia!
- Esta vendo como você entendeu, papai? Como é que você sabe que eu disse um nome feio?
O pai de Marcelo suspirou:
- Vá brincar, filho, tenho muito que fazer...
Mas Marcelo continuava não entendendo a história dos nomes. E resolveu continuar a falar, à sua moda. Chegava em casa e dizia:
- Bom solário pra todos...
O pai e a mãe de Marcelo se olhavam e não diziam nada. E Marcelo continuava inventando:
Sabem o que eu vi na rua? Um puxadeiro puxando uma carregadeira. Depois, o puxadeiro fugiu e o possuidor ficou danado.
A mãe de Marcelo já estava ficando preocupada. Conversou com o pai:
- Sabe, João, eu estou muito preocupada com o Marcelo, com essa mania de inventar nomes para as coisas... Já pensou, quando começarem as aulas? Esse menino vai dar trabalho...
- Que nada, Laura! Isso é uma fase que passa. Coisa de criança...
Mas estava custando a passar...
Quando vinham visitas, era um caso sério. Marcelo só cumprimentava dizendo:
- Bom solário, bom lunário... – que era como ele chamava o dia e a noite.
E os pais de Marcelo morriam de vergonha das visitas.
Até que um dia...
O cachorro do Marcelo, o Godofredo, tinha uma linda casinha de madeira que
Seu João tinha feito para ele. E Marcelo só chamava a casinha de moradeira, e o cachorro de Latildo.
E aconteceu que a casa do Godofredo pegou fogo. Alguém jogou uma ponta de cigarro pela grade, e foi aquele desastre!
Marcelo entrou em casa correndo.
- Papai, papai, embrasou a moradeira do Latildo!
O quê, menino? Não estou entendendo nada!
- A moradeira, papai, embrasou...
- Eu não sei o que é isso, Marcelo. Fala, direito!
- Embrasou tudo, papai, está uma branqueira danada!
Seu João percebia a aflição do filho, mas não entendia nada...
Quando seu João chegou a entender do que Marcelo estava falando, já era tarde.
A casinha estava toda queimada. Era um montão de brasas.
O Godofredo gania baixinho...
E Marcelo, desapontadíssimo, disse para o pai:
- Gente grande não entende nada, mesmo!
Então a mãe do Marcelo olhou pro pai do Marcelo.
E o pai do Marcelo olho pra mãe do Marcelo.
E o pai do Marcelo falou:
- Não fique triste, meu filho. A gente faz uma moradeira nova pro Latildo.
E a mãe do Marcelo disse:
É sim! Toda branquinha, com a entradeira na frente e um cobridor bem vermelhinho..
E agora, naquela família, todo mundo se entende muito bem.
O pai e a mãe do Marcelo não aprenderam a falar como ele, mas fazem força pra entender o que ele fala.
E nem estão se incomodando com o que as visitas pensam...
Três porquinhos

Era uma vez,três porquinhos que viviam felizes perto de uma floresta com sua mamãe Porca,mas o que eles queriam mesmo era morar cada um em sua própria casa. 
Em um belo dia ensolarado a mãe porca concordou em deixar eles construírem suas próprias casas e os despediu e falou:
 __Cuidado com o Lobo Mau,Cuidem-se meninos para não virar comida!- recomendou a mãe toda preocupada. 
__Cuidem-se! Estejam sempre unidos! – continuou ela.

 Os três porquinhos, então, partiram pela floresta em busca de um novo lar .E no caminho começaram a conversar sobre qual material que cada um usaria para construir suas casas.
 Cada porquinho queria usar um material diferente. O porquinho mais novo, um belo preguicinha foi logo falando:
 __ Vou construir uma boa casa com um monte de palha e ainda sobra dinheiro para gastar com outras coisas,não estou a fim de fazer muito esforço. 
O porquinho mais inteligente e sabido advertiu:
 __ Casa de palha não é segura não senhor! 
O porquinho do meio outro preguicinha também foi logo dizendo: __ Minha casa vai ser de madeira, é bem resistente e muito fácil de fazer . Quero descansar e brincar o quanto antes.
 __ Casa toda de madeira?Retrucou o irmão mais velho
__ Como você vai se proteger do frio? E como vai se proteger se aparecer o lobo?

 __ Nunca vi o lobo por essas bandas e, e quando o frio aparecer acendo uma fogueira para me aquecer! – falou o irmão do meio com cara de esperto.
 __Bom já que cada um vai fazer uma casa do seu jeito, a minha casa será de tijolos,que é mais resistente.E só vou brincar quando acabar a minha construção. –Disse o sábio porquinho,preocupado com a segurança e o conforto da nova casa 
Enquanto os irmãos mais novos não se preocupavam em trabalhar muito.
 __Não vamos ter nenhum perigo para ter a necessidade de construir uma casa resistente. - Disse um dos mais preguiçosos. Então cada um escolheu um lugar da floresta para construir as suas casas.Porém uma próxima da outra.
 O Porquinho da casa de palha, comprou a palha e em pouco tempo fez sua casinha. Já estava descansando quando o irmão do meio, que havia terminado de construir sua casa de madeira também e chegou logo chamando para ir ver a sua casa.
 No mesmo dia os dois porquinhos foram para a casa do porquinho mais velho, que construía sua casa com tijolos. 
__Nossa! Você ainda não terminou ?Nós vamos almoçar e depois brincar. – disse o porquinho do meio tirando sarro do irmão. 
Porém o porquinho mais velho não deu bola para os comentários, e gracejos e continuou seu trabalho, preparava o cimento e montava as paredes de tijolos. No fim de três dias de trabalho suado , a casa de tijolos até tinha sido terminada e estava linda!
 Um dia um lobo percebeu que havia porquinhos morando nas redondezas da floresta. E com a barriga roncando de fome, só pensava em comer os lindos porquinhos. 
Foi logo batendo na porta do porquinho mais novo, que morava na casa de palha. O porquinho antes de abrir a porta olhou pela janela e avistando o lobo começou a tremer de medo.
O Lobo bateu mais uma vez, o porquinho então, resolveu tentar intimidar o lobo:

 __ Vá embora! Só abrirei a porta para meu irmão,disse o porquinho tremendo de medo.
 __ Abra já essa porta. –uivou o lobo com um grito assustador. O porquinho continuou quieto, tremendo de medo.
 __Se você não abrir por bem, abrirei à força. Eu vou soprar,soprar bem forte e sua casa irá voar bem longe. 
O porquinho ficou desesperado, mas continuou resistindo. Até que o lobo soprou um a vez e nada aconteceu, soprou novamente e da palha da casinha nada restou, a casa voou pelos ares. 
O porquinho desesperado correu em direção à casinha de madeira do seu irmão. O lobo correu atrás. Chagando lá, o irmão do meio estava sentado na varanda da casinha.
 __Corre, corre, o lobo está atrás de mim – gritou desesperado, gritou o pobre porquinho mais novo. Os dois porquinhos entraram e fechara tempo a porta e o lobo chegou e bateu com força na porta. Os porquinhos tremiam de medo.
 O lobo foi logo dizendo: 
__Deixem eu entrar só um pouquinho! 
__ De jeito nenhum Lobo, vá embora e nos deixe em paz.- retrucaram os porquinhos.
 __ Então eu vou soprar,soprar e soprar e farei esta casinha voar. O lobo então esfomeado, estufou o peito de ar e soprou forte a casinha de madeira que não resistiu e caiu.
 Os porquinhos aproveitaram a falta de fôlego do lobo e correram para a casinha do irmão mais velho pedindo socorro.

 __Abre logo o lobo está atrás de nós,gritaram os dois apavorados.
__ Deixem esse lobo comigo!- disse o porquinho mais velho,com a maior calma do mundo. 
Logo apareceu o lobo e tornou a ameaça-los:
 __ Deixem-me entrar,deixem me entrar porquinhos, é só um pouquinho!
 __Pode esperar deitado que em pé cansa seu lobo folgado .- respondeu o porquinho mais velho.
 __ Ah é assim?, preparem-se para correr. Essa casa em poucos minutos irá voar! O lobo encheu seus pulmões de ar e soprou a casinha de tijolos e nada aconteceu. Soprou e soprou ainda mais forte e nada .
 Então resolveu se jogar contra a casa pensando em derrubar a firme e sólida casa sem sucesso. O lobo então foi a sua toca descansar e voltar no dia seguinte.
 Os porquinhos assistiram a tudo pela janela do andar superior da casa. Os dois mais novos comemoraram quando perceberam que o lobo foi embora.
 __Não comemorem ainda! Pois o lobo retornará ele é muito esperto,Mas nós vamos dar –lhe uma lição.- Falou o porquinho mais velho.
 No outro dia cedinho o lobo voltou à casa de tijolos. Disfarçado vendendo frutas.
 __ Olha as frutas fresquinhas?- gritava o lobo se aproximando. Os dois porquinhos mais novos ficaram com muita vontade de comer das frutas e já abrindo a porta quando o irmão mais velho entrou na frente e disse:
 __ Não abram porque nunca passou ninguém vendendo nada por aqui antes! Então os tenros porquinhos resolveram esperar mais um pouco. O lobo disfarçado bateu novamente na porta e perguntou:
 __ Frutas fresquinhas, quem vai querer?
 __ Não, obrigado,responderam os porquitos.
 __Peguem três sem pagar nada, é um presente.insistia o Lobo.
 __ Muito obrigado, mas não queremos. 
Muito nervoso o Lobo então gritou com sua horrível voz. __ Abram logo, poupo um de vocês! Os porquinhos nada responderam mas ficaram aliviados por não terem caído na armadilha do vigarista. De repente ouviram um barulho no teto
. O lobo havia subido no telhado. Imediatamente o porquinho mais velho pois mais lenha no fogo da lareira, na qual cozinhavam um belo jantar. O lobo se jogou dentro da chaminé,pensando em devorar os porquinhos de uma vez entrando pela lareira. Foi quando ele caiu bem dentro de um caldeirão fervendo. __UAUUUUUU!- Gritou o lobo morrendo de dor,e saiu em disparada em direção à porta tanto que sumiu e nunca mais foi visto pelas redondezas da
floresta.
 Daquele dia em diante os três porquinhos, decidiram morar juntos para ficarem mais unidos. Os mais novos aprenderam que precisavam trabalhar primeiro para depois descansar e brincar. Pouco tempo depois,mamãe Porca resolveu morar com os porquinhos porque já estava quase morrendo de saudades dos filhinhos. E todos viveram felizes para sempre na linda casinha de tijolos.

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Menino Maluquinho


 O Menino Maluquinho queria voar, tentava e tentava e não
conseguia voar, Ricardo, seu amigo, pode auxiliar, e de paraquedas fez ele saltar. 
 O que aconteceu? Meta! Maluquinho alcançou sua meta! Meta! Maluquinho alcançou sua meta! 
 O Menino Maluquinho queria fumar, tentava e tentava e não conseguia fumar, Vanessa, sua amiga, pode avisar, que muitos problemas o cigarro iria causar.
 O que aconteceu? Consciência! Maluquinho teve consciência! Consciência! Maluquinho teve consciência! 
 O Menino Maluquinho queria beber, tentava e tentava e não conseguia beber, Marina, sua amiga , fez ele entender, que várias consequências iria sofrer. 
 O que aconteceu? Sensatez! Maluquinho teve sensatez! Sensatez! Maluquinho teve sensatez!
 O Menino Maluquinho queria namorar, tentava e tentava e não conseguia namorar, Ronivalda, sua pretendente, pôde conscientizar, que a esperança ele deveria usar.
. O que aconteceu? Saúde! Maluquinho preservou sua saúde! Saúde! Maluquinho preservou sua saúde!
 O Menino Maluquinho queria se drogar, tentava e tentava e não conseguia se drogar, Aurélio, seu amigo, pôde falar, que os efeitos das drogas deveria estudar. 
 O que aconteceu? Inteligência! Maluquinho usou sua inteligência! Inteligência! Maluquinho usou sua inteligência!
 Finalmente, o que aconteceu? Viveu! Maluquinho viveu! Viveu! Maluquinho se deu...! Viveu! Maluquinho viveu! Maluquinho se deu.....bem.


terça-feira, 26 de abril de 2016

A Estrela Cadente e a Neve

Era uma vez uma estrela cadente que vindo para a terra ,caiu no deserto do Saara.Desde que lá chegou,ela só reclamava.Reclamava de tudo e vivia revoltada,com o calor do sol,com a imensidão do deserto,com os camelos que ali passavam.Enfim com cada coisa que lhe acontecia em sua jornada,mesmo quando encontrava um oásis não ligava nem agradecia simplesmente,fechava seu olhos e dizia;
-Ai que coisa mais sem graça,que mundo mais cruel e cheio de desgraça,não tenho vontade de viver nem sei porque estou aqui,gostaria mesmo é morrer e me livrar desse corpo que me prende,pra me livrar deste deserto escaldante que me engana com imagens de oásis a cada instante!
Ao mesmo tempo ela tinha muito medo ,pois não sabia onde iria
após a morte se seria melhor que sua atual sorte.Um dia porém, ouviu falar que para além do escaldante deserto existiam lugares onde poderia desfrutar de muito frio,pois lá caía neve!Apesar de sonhar com esta realidade ela duvidava que um dia pudesse tornar-se realidade.Nesse estado de pensamento negativo,nem percebeu que uma ventania intensa arrastou-a para muito longe dali,então continuou resmungando;
-Nossa que ventania forte ,que lugar esquisito eu vim parar ,aqui tudo é pesado ,nada é leve,embora o céu esteja sempre nublado eu duvido que possa cair neve.Assim pensando adormeceu ao relento da noite que já se aproximava,enquanto dormia a temperatura do clima declinava cada vez mais,até que uns floquinhos de neve bem fino desceram bem de mansinho do céu e começaram a encobrir a estrelinha.Sentindo-se incomodada com aquela frieza que congelava até os seus ossos ,ela acordou e inconformada disse;
-Mas que droga!nem dormir direito a gente pode,até neste lugar distante tão longe daquele deserto escaldante a gente consegue sossegar e dormir de forma repousante?
E nesse exato momento a neve que começa a cair ficou magoada e se recolheu novamente até ela não sentir mais nada.A estrela cadente então descontente voltou a reclamar;
-Ee não disse? de novo era enganação eu bem sabia que aquele friozinho não passava de ilusão!Pensou que me enganava mas eu sou muito mais esperta e mais vivida e ninguém me engana não,sei  muito bem onde esse lugar onde cai neve não existe pois tudo o que eu conheço é apenas seca e desolação!
Depois de tanto se lamentar resolveu enfim se silenciar.E naquele momento de silêncio profundo ouviu lá no fundo de si mesma,ouviu sua voz interior que dizia;
-Fale as palavras como se deve e verá cair neve!

Ao ouviu isto ela se assustou,e começou a refletir se aquelas palavras seriam um sinal que ela estava precisando para mudar e levantar e mudar o seu astral.Levantou-se dali resoluta e decidiu olhar  a vida sobre um novo ponto de vista.Parou de reclamar e começou a agradecer por tudo o que ela era,por tudo o que tinha que via,sentia e fazia dizendo;
-Puxa como sou feliz e realizada,muito,muito obrigada vida!
Para sua surpresa um belo dia sentiu e viu o escaldante deserto de sua vida transformar-se em oásis.A tristeza em alegria,a feiúra em beleza,a pobreza em riqueza e a neve com que tanto sonhava ,veio ao seu encontro quando ela menos esperava!


domingo, 24 de abril de 2016

O Monstro Monstruoso da Caverna Cavernosa

No alto da montanha montanhosa,bem no fundo uma caverna
cavernosa  morava o monstro monstruoso ,era um monstro dos legitimos;Tinha dois narizes,quatro bracos e seis orelhas,duzentos e dezenove dentes.Era tão simpático!Além de tudo era louco por sorvetes,costumava dizer que a melhor hora  do dia era quando o sorveteiro passava!Por isso cada vez que ouvia passos na estrada que subia a montanha,corria para fora da caverna,balancando suas seis orelhas.Oba la vem o sorveteiro.As vezes ficava decepcionado como no dia em que ao sair da caverna (ja sentindo o gostinho de picole na boca )deu com o carteiro cansado de subir a montanha com sua sacola de cartas as costas.
Bom dia amigo,bufou o carteiro.E por aqui a caverna cavernosa do monstro monstruoso?Tem uma carta para ele.
O monstro sorriu com seus 219 dentes.
Uma carta ,seria a mamae monstra?

Eu sou o monstro monstruoso,esta  é minha caverna e pode me 
dar a carta .Mas o carteiro nao parecia convencido
Como vou saber se é voce?
Preciso de provas comprovadas.tem carteirinha de monstro?
Carteira nao tenho ,falou o monstro,mas tenho coisa melhor, e abrindo a enorme boca ,soltou um berro assustador.BUUUUUU!
Quando fechou a boca nao encontrou o carteiro.Ué onde ele foi,o homem ja estava longe,descendo a montanha o mais depressa que podia,nao queria nada com um monstro de boca aberta ,mas havia deixado a carta no chao,o monstro abriu o envelope e leu a mensagem;
PREZADO SENHOR MONSTRO,FICAMOS SABENDO QUE O SENHOR NAO TEM DEVORADO NENHUMA PRINCESA COMO É OBRIGACAO DE TODOS OS MONSTROS,POR ISSO PEDIMOS QUE DEVORE UMA LOGO PARA CUMPRIR O REGULAMENTO,SENAO TEREMOS QUE EXPULSA-LO DA ASSOCIACAO
ASS.ASSOCIACAO ASSOCIADA DOS MONSTROS MONSTRUOSOS.
O monstro torceu os dois narizes cruzou os quatro bracos.
Ora bolas,devorar a princesa ,elas tem um gosto horrivel porque nao me deixam tomar sorvetes em paz?bolas
Monstro nao quer ser expulso da associacao,toda a familia era socia,mamae monstra nao iria gostar ,se vier a saber;
Ficou muito chateado a pensar naquilo ,mesmo que concordasse (devorar um princesa,argh)onde acharia uma?pois elas nao nascem em arvores.Só se ...com uma risadinha e ideia na cabeça o monstro correu para a casa,procurando por lapis e papel.Alguns dias depois um anuncio estranho apareceu nos jornais da cidade mais proxima.era assim;
MONSTRO MONSTRUOSO PROCURA PRINCESA PARA DEVORAR,AS INTERESSADAS DEVEM COMPARECER A CAVERNA CAVERNOSA NO ALTO DA MONTANHA MONSTRUOSA
Claro que nenhuma foi tonta de responder um anuncio desses,Cá entre nós era justo  o que o monstro queria ,ninguém poderia dizer que ele nao estava tentando cumprir o regulamento da associacao.Ele continuaria feliz da vida na caverna tomando sorvete.